É num pedaço de 3 mil metros quadadros de terra, normalmente habitado por executivos engravatados, que milhares de manifestantes estão acampados contra o “1% que controla o destino dos 99% restantes da população”. É numa praça em pleno coração financeiro de Manhattan, Nova York, que o movimento OccupyWallStreet “transformou” em filial da Praça Tahrir, no Cairo, ou na Plaza de Cataluña, em Barcelona, palco das manifestações na Europa deste ano. Mas é no mundo inteiro, com casas e ruas conectadas por redes milagrosas que disseminam e ampliam mensagens de urgência, que poderosas hashtags e “gritos de justiça 3.0″ como eventos no Facebook, vídeos no Youtube e imagens compartilhadas milhares de vezes nos chacoalham e nos fazem agir. Abaixo, links e projetos para vasculhar, refletir e participar da sua maneira dos protestos “winds of change”, nas vozes dos milhares de jovens que buscam fazer a diferença.
#OccupyWallStreet na mídia digital
Há um centro de mídia criado no meio da área ocupada, com computadores online para postar vídeos e fotos e até fazer transmissões ao vivo de acontecimentos específicos.
Links para ficar por dentro:
Site – http://occupywallst.org/
Evento #17set – https://www.facebook.com/event.php?eid=144937025580428
Tumblr – http://occupywallstreet.tumblr.com/
Twitter – @OccupyWallSt
Hashtag #OccupyWallStreet
MeetUps – Occupy Together
Um site que pretende ser articulador central de protestos pelo mundo, divulgando notícias e fornecer informações para ajudar outros manifestantes a se unirem. Eles dão uma série de dicas para quem quer participar dos protestos. Usam o MeetUp.com, ferramenta criada para organizar atividades, para reunir colaboradores e manifestantes em todo o mundo. Indicam, por exemplo, uma página no Facebook em que os manifestantes podem conseguir carona até Wall Street.
Crowdsourcing
A CNN abriu um espaço colaborativo em seu site para as pessoas postarem fotos e vídeos dos protestos em Wall Street. O usuário pode explorar o conteúdo através de um mapa dos acontecimentos, e também comentar e criar discussões. Um projeto bem interessante que retrata com realidade os bastidores por trás da economia atual.
Qual o papel da mídia digital no OccupyWallStreet? (entrevista de manifestante com o Link – Estadão)
Uma coisa importante de perceber é que, apesar de termos recursos limitados, nós temos um centro de mídia gigante aqui no parque. É um grupo de pe Bssoas que está subindo fotos no Facebook, no Twitter, espalhando tudo pela web. Assim que temos algum vídeo, fazemos o possível para disseminá-lo o mais rapidamente. O que é bem diferente do que se esse mesmo tipo de protesto acontecesse há cinco anos, quando era muito mais difícil disseminar informação. Também organizamos a ascensão de hashtags no Twitter justamente para chegar à principal lista do site e fazer que as pessoas descubram do que estamos falando. Isso também não existia há cinco anos. Ainda, encorajamos que as pessoas filmem quando estão sendo filmadas em entrevistas para a TV.
Manifestações x Redes Sociais
Em tempos de protestos e ocupações, o The Guardian reuniu grandes nomes da comunicação e da tecnologia para discutir o papel das redes sociais nos movimentos políticos atuais. Assista ao vídeo aqui.
Por Samanta Fluture com colaboração de Gil Giardelli e equipe InovadoresESPM
Fontes: Estadão, The Guardian e CNN







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