Archive for the ‘tendências’ Category

Antropologia nas redes sociais: o fator humano

Tuesday, February 7th, 2012

Até agora, o estudo do social e da cultura resultava em dois tipos de dados: “superficiais” sobre muitos (estatísticas, sociologia) e “profundos” sobre poucos (psicologia, psicanálise, antropologia, história da arte). Com o crescimento das mídias sociais, juntamente com as ferramentas que dão acesso e processam uma quantidade gigantesca de dados, se tornou possível uma nova abordagem para o estudo dos seres humanos e da sociedade. Não precisamos mais escolher entre quantidade de dados ou profundidade de dados. Para que generalizar, confiar demais na intuição ou usar o “chutômetro” quando se pode estudar padrões culturais exatos formados por milhões de conteúdos culturais entrelaçados em fluxos infinitos e constantes? Através das redes sociais e ferramentas com funções de monitorar, medir, filtrar e cruzar dados, pode-se obter informações mais exatas e segmentadas, além de acompanhar  a imaginação de milhões de pessoas, as imagens e vídeos que elas criam ou comentam, as conversas em que estão envolvidas, as opiniões, ideias e sentimentos que expressam.

As tecnologias da informação estão passando por um importante processo de mudança. Estamos em transição das máquinas para a informação categorizada,  classificada, inteligente, indexável.

(…) poderia dizer que há duas maneiras básicas pelas quais os computadores modelam a realidade – por meio de estruturas de dados e algoritmos – também podem ser aplicadas às mídias assim que são representadas digitalmente. Em outras palavras, uma vez que as novas mídias são dados digitais controlados pelo software “cultural” específico, faz sentido pensar em qualquer objeto de nova mídia em função de estruturas de dados específicas e/ou algoritmos específicos que ele incorpora. (MANOVICH, 2005)

Ferramentas de métricas, monitoramento e análise de tendências 

Usar uma ferramenta para coletar dados das redes sociais não é sinônimo de estudo. É necessário uma equipe especializada para monitorar e analisar o conteúdo. A cada dia surgem atualizações e mudanças, o que faz com que tudo seja substituível. As ferramentas fornecem os dados quantitativos, mas a qualidade vem do trabalho da análise desses dados:

Coleta de dados -> Filtragem de dados -> Qualificação de dados -> Análise de dados -> Insights

Para facilitar a pesquisa, existem diversas ferramentas online que possibilitam enxergar dados específicos e vê-los em forma de gráficos para análises e insights. Abaixo, uma lista com algumas essenciais:

1. Trendistic: poderosa ferramenta que analisa e apresenta as comparações de tendências e volume entre palavras-chave e tags no Twitter.

2. IceRocket: permite aos usuários monitorar em blogs as últimas tendências da palavra dentro de uma escala de um a três meses.

3. Social Pulse: uma rede que filtra top notícias e top influenciadores ao redor do mundo.

4. Google Trends: mostra os mais populares termos buscados em um passado recente. A ferramenta apresenta gráficos com a freqüência em que um termo particular é procurado em várias regiões do mundo, e em vários idiomas.

5. Trendrr: se parece muito com o Google Trends porém possibilita fazer análises mais completas e dinâmicas. Além das análises, é possível compartilhar seus gráficos para que outros usuários analisem também as informações.

Nós somos as máquinas

A mídia social tem levado a uma proliferação do controle do indivíduo. Estamos, mesmo sem perceber, nos transformando em motores de busca especializados em indivíduos. Estamos nos tornando adeptos a coletar conteúdos, a partir de uma variedade de fontes, incluindo as nossas comunidades, conversas, assinaturas de RSS e o Google. O que fazemos depois é absorver todas essas informações, analisá-las e, então, decidir o que vale a pena compartilhar com nossos círculos sociais. Os motores de busca já não detêm o melhor conteúdo. Nós é que detemos. E essa é a razão pela qual o futuro da pesquisa, monitoramento, análise de tendência e métricas reside no ser humano, e não na máquina. Nós podemos determinar o que pode ser interessante e importante para nossos seguidores. Não há algoritmo que pode levar em conta a autoridade e gosto subjetivo de um tema, contexto, relevância, espontaneidade e interesse pessoal em troca do melhor conteúdo. Isso é um trabalho que nós já assumimos.

Por Samanta Fluture com colaboração de Gil Giardelli e equipe InovadoresESPM

Fontes: SimplyZesty e Creators Project

Projeto Transmedia Storytelling – “NÃTS”

Monday, January 30th, 2012

Por Gustavo Fogaça, membro do grupo EraTransmídia (InovadoresESPM)

Foi em uma conversa informal em 2007, caminhando pelo Parque Marinha de Porto Alegre, que surgiu a ideia do projeto “Nãts”, o primeiro produto de Transmedia Storytelling do Rio Grande do Sul. Na companhia de Fernando Tornaim, CEO do Kzuka, conversávamos sobre a criação de uma webserie, que pudesse usar todas as mídias que o Kzuka tinha, e que falasse para o público alvo da empresa de forma pertinente.

Fernando tinha uma visão clara do comportamento do seu consumidor, e das necessidades do mesmo. E ao mesmo tempo, sabia exatamente o poder de alcance da sua empresa e das suas mídias.

Naquele momento, o Kzuka tinha, além da sua revista mensal, um caderno semanal no jornal Zero Hora, um programa de rádio na Atlântida FM, e drops televisivos no canal de UHF, TvCom.

Você deve estar se perguntando, “ok, mas o que é o Kzuka?”. Se trata do “braço jovem” do grupo RBS, maior conglomerado de meios de comunicação do sul do Brasil. E é uma criação do próprio Fernando Tornaim, que passo a passo foi construindo uma serie de produtos de sucesso, que incluem desde mídias digitais e tradicionais, a eventos e produções.

E um dos maiores trunfos do Kzuka é ter um mapeamento muito preciso do seu consumidor. Existe dentro da empresa uma logística muito grande de troca de informações, que traça um perfil exato do público alvo: seu comportamento, seus desejos, seu dia-a-dia.

Isto foi fundamental para a criação de um universo para ambientar o storytelling. Um dos pilares para criar conteúdos de branded entertainment ou de transmedia storytelling, é ter o conhecimento profundo do DNA do seu produto e do DNA do seu público alvo.

Ou seja, saber exatamente O QUE estou vendendo e QUEM É o meu consumidor.

A partir disso, pode-se criar qualquer tipo de conteúdo que envolva comportamento e entretenimento. Muitas iniciativas de clientes e de agências de publicidade naufragam nesse quesito que é primordial. Excelentes ideias terminam não dando o resultado esperado porque, ou faltou pesquisa ou faltou planejamento. Ou os dois.

O interessante desse tipo de produto, do ponto de vista de produção, é que o que realmente importa é o PROCESSO.

Ao invés de um comercial tradicional de 30 segundos, onde não temos mais controle da relação direta com o consumidor depois que o comercial vai ao ar, e ao mesmo tempo, viramos vítima da fragmentação da audiência, os produtos de branded entertainment e transmedia storytelling permitem um monitoramento mais preciso no DURANTE, já que existe uma interatividade do consumidor e uma adequação aos seus interesses.

Por isso, o fator pesquisa é fundamental para um projeto vencedor de transmedia storytelling.

Com essa possibilidade de ter acesso a uma logística precisa sobre o comportamento do consumidor Kzuka, e ao mesmo tempo tendo uma firme posição sobre o que é o produto Kzuka, o caminho ficou pavimentado para a parte mais divertida do processo: a criação do universo storytelling.

Desta forma, junto com o também roteirista e diretor Claudio Fagundes – e com a presente participação do próprio Fernando Tornaim – criamos uma webserie de 12 episódios interativos chamada “Nãts”. No final de cada episódio, o público podia votar como queria que seguisse a historia através do hotsite do programa, ou através do site oficial do Kzuka, ou por celular.

“Nãts” é a historia de seis estudantes de segundo grau, cada um de uma tribo completamente diferente, que são forçados a conviver juntos na Comissão de Formatura, e que precisam organizar a mesma para o final de ano, apesar dos seus interesses e gostos diferentes.

Além disso, cada personagem tinha seus próprios conflitos pessoais, seja com a família, com sua relação afetiva, com seu trabalho, etc. E esses conflitos permitiram a criação de um universo expandido, explorando as diferentes mídias do Kzuka.

Cada personagem, cada assunto abordado, cada conflito, foi intensamente estudado e debatido em conjunto com o cliente, para que ele pudesse extender o que acontecesse na dramaturgia para os eventos e produções de sua realização.

Por exemplo: o Kzuka organiza vários debates sobre assuntos de interesse dos adolescentes nos colégios, como por exemplo, o uso de drogas. Um dos personagens tinha um conflito com o uso de drogas, e esses conflitos eram expostos na dramaturgia, submetidos à interatividade dos espectadores, expandidos nas outras mídias, e depois, era o assunto de debate em colégios.

É claro que, se você quizesse acompanhar a historia apenas com a webserie, poderia fazê-lo. Mas se quizesse viver a experiência TOTAL do “Nãts”, era necessário acompanhar os conteúdos exclusivos das outras mídias, e participar dos eventos e produções da empresa.

Para isso, os atores que viveram os personagens, durante as 12 semanas que durou o projeto, tiveram que abrir mão de suas identidades reais para viver os personagens como se fossem reais. Foram criados perfis para cada um deles nas redes sociais, onde os próprios atores atualizavam e interagiam com o público.

Durante as festas, eventos e promoções, os atores participavam como se fossem os personagens, permitindo um contato direto com o público, que interagia com perguntas e comentários que depois eram resgatados para a dramaturgia e seguimento da historia.

Nas mídias impressas do Kzuka (revista e caderno do jornal), sempre eram contadas partes das histórias pessoais dos personagens que não apareciam na webserie, mas que geravam informações complementares ao que acontecia na dramaturgia, como situações vividas no passado dos personagens, ou opiniões dos personagens relativas a assuntos tocados na série, e que não eram contadas no vídeo.

O projeto “Nãts” foi patrocinado pela Pepsi e pela marca de roupas Gang. E o dna das duas marcas sempre foi contemplado na pesquisa inicial, e na confecção dos roteiros, criando-se cenários de merchandising induzido, característica típica de produtos de branded entertainment.

Não podemos chamar o “Nãts” de um projeto híbrido de branded e transmedia, porque o produto a ser vendido não era de comportamento ligado a refrigerante ou roupas, mas sim ao Kzuka e sua linguagem transmedia. E por tabela, os patrocinadores que decidiram apoiar o projeto.

Foi um produto de transmedia storytelling por excelência, com janelas que permitiam a exposição de marcas de terceiros conectadas a entretenimento e comportamento.

Dentro da enorme competência comercial do Kzuka, também se vendeu patrocinio para eventos e promoções relacionadas ao universo expandido da série, criando uma fonte de lucro alternativa para o cliente.

O grande sucesso de “Nãts” não ficou comprovado apenas nos acessos de cada episódio da webserie, com uma média de 7 mil por semana de views iniciais (aumentando para uma média de 30 mil cada um, no final da série), com episódios que variavam de 5 a 7 minutos de duração.

No hotsite também havia vídeos com edições especiais com resumos, a cada três episódios, além de vídeos depoimentos com o perfil de cada personagem. Esse material aumentava a interatividade e envolvimento do espectador.

E isso foi mais uma comprovação do sucesso de “Nãts”, a incrível participação e interatividade dos espectadores através de todas as mídias e eventos do Kzuka. E também pela superação de todas as expectativas do cliente e dos patrocinadores.

No final do projeto, surgiu a ideia de juntar todos os episódios, mais algumas cenas deletadas, e formatar um longa-metragem, que seria exibido nos colégios e em sessões patrocinadas nos cinemas, como mais um tipo de evento do Kzuka. E posteriormente, vendido em DVDs como encartes especiais da revista.

Mas motivos relacionados à negociação de direitos travaram esta ideia posterior. O que não tirou em nada o brilho e o sucesso do projeto em sua ideia inicial.

Tendo em conta que este projeto tomou vida e foi veiculado em 2007, quando o conceito de transmedia storytelling ainda era muito vago e pouco discutido no Brasil, considero este um case pioneiro, e que serve como exemplo em palestras e cursos que ministro pelo país.

E também é uma prova real que, quando feitos com pertinência, pesquisa, planejamento e criatividade, produtos de transmedia ou de branded entertainment, são verdadeiros golaços, trazendo incríveis resultados para clientes, agências, produtoras e principalmente, consumidoroes, que cada vez estão mais ávidos por novas experiências.

Gustavo Fogaça, também conhecido como Guffo, é roteirista e diretor de cena da Blackmaria Filmes, especializado em branded entertainment e transmedia storytelling.

guffo@blackmaria.com.br, www.blackmaria.com.br

EraTransmídia é um grupo de estudos em transmídia dos inovadores ESPM

Quem somos? https://www.facebook.com/groups/transmidia/doc/258588474209858/

O amadurecimento da sociedade digital – TEDx Gil Giardelli

Friday, January 27th, 2012

Não só as redes sociais se tornaram poderosas ferramentas de revolução social, ou caminhos de “humanização” das empresas, que estão aprendendo a manter diálogos, ou meios de unir o mundo e atingir estágios nunca imaginados antes em termos de liberdade de expressão e conexões sociais… Mas também refletem um amadurecimento da sociedade digital.

Abaixo, em suas participações nos TEDx, Gil Giardelli explora, estuda e motiva não só o ambiente digital como caminhos para atingir metas de maior crescimento e poder corporativo, mas também questiona como estamos agindo e ouvindo uma voz que há pouco tempo parecia muito distante e turva: a voz do povo.

TEDxCuritiba 

Assista ao vídeo e acompanhe a palestra através do slideshare abaixo. Reflita e compartilhe!

TEDxPortoAlegre

TEDxSudeste

Hospedagem colaborativa: tendência mundial chega ao Brasil

Thursday, December 15th, 2011

Post Leandro Pinheiro idealizador do Fica lá em casa

É fato que nos últimos anos mudou e muito a forma como o mundo enxerga o Brasil. A visibilidade e confiança internacional conquistada por nosso país, somado a economia interna aquecida, fez surgir um aumento crescente no número de turistas no Brasil. Dados do Ministério do Turismo mostra que em 2010 tivemos um aumento de 8% no turismo no Brasil, totalizando 5,16 milhões de pessoas. Destes 27% são turistas de negócios. E a perspectiva para o setor não podia ser melhor, com a proximidade da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016), o próprio Ministério do Turismo estima que a tendência é dobrarmos esse numero até 2016.

Ótima noticia para o Brasil, porém nosso setor hoteleiro não está preparado para atender toda esta demanda. Basta ver o que ocorre, por exemplo, em São Paulo, a maior cidade do Brasil. Quando acontece algum evento de maior porte todos os hotéis ficam lotados e a falta de vagas atinge até as cidades vizinhas. E o problema é generalizado, ocorrendo em todo o país.

A alternativa tradicional seria a construção de novos hotéis, porém não sustentável. Esse tipo de empreendimento tem uma pegada ambiental enorme, sendo a construção civil responsável pelo uso de 40% dos nossos recursos naturais, que estão ficando cada vez mais escassos.

Uma possibilidade sustentável para este problema é a hospedagem colaborativa, conceito novo no mundo trazido para o Brasil pelo Fica lá em Casa, o primeiro site brasileiro de hospedagem colaborativa.

Seguindo a tendência do consumo colaborativo este sistema, que já é sucesso na Europa e EUA, permite viajar o mundo pagando bem mais barato que hotéis convencionais. A economia chega, em média, a 83%. Além da vantagem econômica, há a oportunidade de fazer muitas amizades.

Outro ponto positivo é a possibilidade de receber pessoas do mundo todo em sua casa, alugando seu espaço disponível e ganhar uma renda extra, ter contato com outra cultura, aprimorar o idioma e fazer amigos de diferentes países. O site brasileiro terá abrangência mundial e divulgação nos principais países, além de ser traduzido em sete idiomas.

Vale anunciar tudo, desde casas desocupadas, quartos vagos, colchão no chão, sofá disponível, trailers, espaço no quintal para acampar e até barcos. A ideia é compartilhar, dar utilidade a um espaço vago e ainda contribuir com a sustentabilidade, preservando o planeta.

O site está na fase de pré-cadastro e já é possível anunciar seu espaço disponível. É muito simples, rápido e o melhor: é grátis. Você se cadastra no site, coloca algumas fotos e pronto! É só esperar os contatos e conhecer gente nova.

Achou interessante? Tem algo a compartilhar? Escrevamos dando sua opinião. No próximo post trarei mais novidades deste movimento no Brasil e no mundo.

Sobre o autor:

Leandro Pinheiro é professor universitário de finanças e esteve sempre ligado a questões como sustentabilidade, consumo consciente, empreendedorismo social, economia verde e econegócios.

Contatos: email, Facebook e Twitter

Um grupo de palestrantes da pesada, aprontando altas confusões no palco de um evento repleto de aventuras.

Monday, December 12th, 2011

Post por Alexandre Franzolim, Diretor de Criação da MonkeyBusiness

Final de ano chegando, e um dos assuntos que quero levantar com vocês é eventos: todos participaram de, no mínimo, um, e eu estou me referindo a eventos profissionais (com palestra, workshop, muito network etc.), portanto se você só foi apenas a casamentos e aniversários do sobrinho da tia da cunhada da sogra que mora na rua do seu primo que uma vez você passou o ano-novo na Praia Grande, talvez se sinta um pouco perdido com esta postagem.

Não é fácil, para quem trabalha na organização de eventos, construir um line-up composto de assuntos que não apenas se conectem ou façam parte do mesmo tema do evento, mas que principalmente criem naturalmente uma sequência. É um trabalho de curadoria que exige muito de todos, pois não basta apenas você selecionar a pessoa pelo título ou popularidade que a precede, mas pelo conteúdo que ela irá apresentar, pelo perfil dela (se é relacionado com o evento e o público, principalmente) e, principalmente, se haverá uma pauta.

Sim, pauta. Há quem admire os eventos onde os palestrantes são 100% livres para subirem ao palco com uma apresentação surpresa e falarem o que quiserem, mas isso não representa inovação ou diferencial em evento: espontaneidade também significa as coisas darem erradas, e acredite em mim, eu já vi erros acontecerem – e vocês também, com certeza.

Já vi palestrante que sumiu durante as negociações e, quando apareceu, foi de última hora, o que o fez não enviar sua palestra para a curadoria analisar e guardar no computador do evento, fazendo com que na hora de subir ao palco não apenas faltasse prática (pois foi feito em cima da hora), como também por apresentar conteúdo que não poderia estar lá (independente das razões).

Pauta é ordem, garantir a certeza de que seu evento oferecerá tudo que você deseja com o assunto que estiver abordando. Teve uma pessoa que foi palestrar em um famoso evento internacional, que arriscou improvisar: o resultado não poderia ser pior e, não apenas pior, mas vergonhoso – perdia-se nos slides, não havia sincronia, o discurso não correspondia em NADA com o que estava sendo projetado – era nítido que a pessoa não deu valor ao convite que aceitou e, principalmente, que não se preparou para o momento.

Se nem na comédia o improviso está gerando tanto resultado (francamente), imagine em eventos sérios onde o público exige (e muito) de quem sobe ao palco?

Falando de outros problemas, quem nunca foi a eventos onde o palestrante começa a contar uma novidade (que só ele entende), cheia de jargões específicos da área, como se fosse a coisa mais normal do mundo?

Isso é óbvio

Tem palestrante que parece tentar rumo na comédia: apresenta um material extenso, complexo e cansativo, e duas horas depois de falar (e muito), ele apresenta um slide escrito RESUMO.

Então você podia ter resumido tudo em 1 slide mas fez a gente te ouvir por 2 horas?!

Penso em eventos com uma tríade formação: curadoria (quem realiza), line-up (porta-voz do conteúdo) e público (quem recebe as informações). Já falei da complexidade que é de se curar um evento, falei um pouco (porém necessário e relevante) dos palestrantes e agora falarei do público – você, que senta o bumbum na cadeira (e muitas vezes paga por isso) é responsável, também, pela qualidade do evento.

Você tem o direito de entrar em contato com o evento para pedir maiores informações, sugerir ou questionar. E se não o fizer antes, faça depois: muitos eventos são contaminados pela doença do baba-ovo, onde o nome o evento é tão famoso que as pessoas omitem as críticas com cegos elogios – para a curadoria isso é ótimo (quem não gosta de receber elogio e rasgação de seda?), porém ficar sem críticas significa não saber onde corrigir, como transformar e, principalmente, como se diferenciar de uma edição para outra.

O assunto é extenso, e certamente não falei tudo que gostaria de falar, pois meu objetivo é de que todos nós possamos nos tornar mais críticos com os eventos de 2012 em diante: sinceramente, a prioridade sempre foi (e sempre será) qualidade e não quantidade.

Quantos eventos de um mesmo assunto (ou modelo) não tivemos neste ano onde quase todos possuíam o mesmo line-up? O mundo é pequeno, e cabe a nós tornarmos ele grande: existem muitas pessoas interessantes para falar e, principalmente, se for chamar a mesma estrela dos palcos de sempre, que ao menos tenha o cuidado de pauta-la de forma que sua palestra seja uma novidade, e não uma reprise de todos os outros eventos.

Se não for assim, para que pagar (caro) por um evento que oferece as mesmas coisas que o anterior (que também foi caro)? E, principalmente, para que pagar (caro) por um evento que oferece as mesmas coisas que já estão na internet (de graça) ao alcance de todos?

Meus votos para 2012 (e eu me incluo em todos):

Aos organizadores de eventos, que tenhamos força, tempo e uma equipe com a mesma paixão que nós para oferecermos o melhor do que buscamos a todos que dedicam seu tempo e investimento, acreditando que nosso evento agregará valor a sua vida pessoal e profissional.

Aos palestrantes, busque conhecer mais o evento, converse com a curadoria, envolva-se: nós queremos que aceite nosso convite, mas não queremos que apenas bata o cartão, queremos que sinta a paixão pelo evento da mesma forma que nós.

Aos participantes, saiba exigir o que busca, analise o seu investimento (seja tempo, dinheiro, ou ambos) em relação a quantidade de eventos que possuem por ano.

Busquem (e exijam) conhecimento.

Foto de destaque na Home: TEDxSydney 2011 via halans

Apresente bem.

Monday, November 28th, 2011

Post por Alexandre Franzolim, Diretor de Criação da MonkeyBusiness

Uma das formas mais humanas de comunicação dentro de uma empresa é a apresentação, momento onde você se coloca à frente de diversas pessoas (líderes ou liderados) com uma ideia a ser compartilhada ou vendida – tornar-se o porta-voz daquele momento, expor-se como ser humano, como diariamente fazemos em diversos momentos de nossas vidas.

Por ser algo frequente dentro das empresas, tornou-se tão banal quanto uma pausa para tomar café ou acessar seus e-mails pessoais, encaram a apresentação com a mesma naturalidade que enfrentam uma chuva: como algo que simplesmente aconteceu.

E na hora que acontece, o que você faz?

O mercado de apresentações corporativas não deveria ser um exemplo de inovação, pois a forma como a MonkeyBusiness enxerga nada mais é do que o óbvio dentro da comunicação: é preciso trabalhar a informação (roteiro), desenvolver o visual desta informação (direção de arte) e planejar a entrega (coaching) – porém, pela banalidade com que o assunto é encarado, falar do óbvio tornou-se inovador.

Desta forma, posso considerar que somos inovadores por mostrarmos o óbvio para todos, que sempre esteve na frente e ao alcance de qualquer um que percebesse a importância (e poder) que a apresentação possui. Afinal, diversos inovadores surgiram na história descobrindo algo que já existia, pois a descoberta só é possível quando algo existe – é revelar para as pessoas algo que até então não era percebido.

O homem descobriu o fogo, a luz, o poder de cozinhar os alimentos… Por que não descobrir que a apresentação, aquele documento chato no meio de tantos outros, poderia ser uma poderosa ferramenta de comunicação? Uma mídia? Ambos.

Uma de minhas palestras fala sobre o tripé das apresentações (roteiro, direção de arte e coaching) – citei há uns parágrafos atrás – onde mostro todo o processo de construção de uma apresentação corporativa feita pela MonkeyBusiness: é desta forma que conseguimos ajudar as pessoas a se comunicarem efetivamente.

Recentemente mudamos nosso posicionamento no mercado de apresentações, pois cansamos de ser apenas uma agência passiva de trabalhos: queremos contribuir, construir, ajudar, plantar e colher frutos, sermos ativos na vida de todos, buscarmos as melhores dicas e soluções para apresentações e, principalmente, não apenas acompanhar tendências mas por que não criar tendências? Baita desafio.

Divulgamos no Facebook uma postagem com dicas de apresentação, o básico necessário para nortear qualquer perfil de profissional, e com a ajuda de diversos colaboradores e entusiastas da agência e/ou do assunto, tivemos uma repercussão muito positiva. Este post foi inspirado, quase que na íntegra, por uma material da Audrey Watters, chamado The Art of the Elevator Pitch: 10 Great Tips.

Apresentação Elevator Pitch

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Toda comunicação trata-se de autêntica conexão com o público desejado: conhece-lo é preocupar-se com a melhor forma de se relacionar, equilibrando o seu perfil com o perfil de quem irá ouvi-lo.

Reflita sobre os pontos acima, passe a observar as palestras que você assiste ou as apresentações que acontecem onde trabalha: repare se as pessoas estão se preocupando com o material que apresentam, se elas se comunicam bem, se você está realmente saindo de cada um desses momentos com total clareza e compreensão ou se as dúvidas permanecem ou, pior, se mais surgem.

Comunicar é esclarecer, e não distorcer. Como diria Chacrinha: quem não comunica, se estrumbica.

Muito além do papel: 5 cases de anúncios impressos que usam a tecnologia para inovar

Wednesday, November 16th, 2011

Como tecnologias sociais em desenvolvimento, estamos vendo mais e mais integração com outras formas mais tradicionais de marketing. Recentemente temos visto cada vez mais campanhas de publicidade impressa que percorrem diversas alternativas para integrar seu conteúdo com o mundo digital, especialmente através do celular que,  com a realidade aumentada por exemplo, trazem anúncios do papel para a vida, como os 5 cases abaixo:

O Boticário – Tutoriais de maquiagem

O Boticário fez uma campanha impressa que ganhava vida com o celular. Seu diferencial foi o justamente o conteúdo que disponibilizou com esta tecnologia, uma forma inovadora de cumprir a promessa do produto. Ao seguir as instruções do anúncio usando o celular, o usuário podia acompanhar como determinado efeito de maquiagem da foto do anúncio era produzido, em um tutorial passo a passo com os produtos da marca.

Shikun & Binui Solaria – Papel interativo

Uma campanha que mostra como o papel pode ser interativo sem necessariamente usar tecnologia. Shikun & Binui Renewable Energy, uma marca de projetos ecológicos, produziu um anúncio impresso que muda completamente ao ser observado contra a luz do sol.

Volkswagen – Test drive via realidade aumentada

A Volkswagen criou um aplicativo para o iPhone que permite ao usuário fazer o test drive do carro através de realidade aumentada, direto de um anúncio impresso.

App: http://referanser.apt.no/Volkswagen/app/

Reporters Without Borders – Um anúncio que fala

A campanha do grupo Reporters Without Borders teve famosos ditadores (Gaddafi, Ahmadinejad e Putin) impressos em anúncios em que, através de códigos scaneados via celular, tinham suas bocas animadas e falando sobre a censura da mídia em determinados países. O resultado foi uma forte mensagem enviada aos leitores sobre os obstáculos que os jornalistas enfrentam em seus países.

Sonera – Teste de velocidade

A empresa finlandesa de celular Sonera criou uma campanha para mostrar que sua rede 4G era a mais rápida. Para isso, desenvolveu um aplicativo de celular que transformava o anúncio em um mobile game. O jogo deixava o usuário jogar contra seus amigos para ver quem tem reações mais rápidas. O anúncio não só passava a mensagem que pretendia, mas também acrescenta um fatos social que poucas campanhas interativas conseguir incorporar.

Fontes: Trendwatching, PSFK e SimplyZesty

Por Samanta Fluture, Gil Giardelli e equipe InovadoresESPM

5 anos de #InovadoresESPM: obrigado!

Tuesday, October 18th, 2011

Obrigado a todos que foram à comemoração de 5 anos de InovadoresESPM e a quem acompanhou via streaming e redes sociais. Foi emocionante e inspirador ouvir Bonin Bough – Diretor Global Digital da PepsiCo, Mauricio Vargas – idealizador e fundador do ReclameAQUI, Luiz Algarra – designer de fluxos de conversação, com foco em inteligência colaborativa, Gil Giardelli e os Grupos de Estudos. Esperamos que tenham saído de lá com grandes cases de referências, vontade de inovar, muitas perguntas a serem respondidas e novos olhares sobre a cultura digital.

Abaixo, separamos alguns dos bons e muitos tweets sobre o evento #InovadoresESPM:

Para quem se interessou pelos Grupos de Estudos, acompanhem mais aqui no nosso Ning.

O InovadoresESPM são cursos ministrados por Gil Giardelli (conheça os cursos aqui), no Centro de Inovação e Criatividade EPSM (CIC ESPM), cujo objetivo é criar novas formas e possibilidades de enxergar o mundo, criando ações inovadoras e colaboração coletiva. São cursos que nasceram para estimular a inovação, experiência e criatividade digital. Já tivemos ao todo  4 turmas de Redes Sociais formadas, 10 de ações inovadoras e 1 de Economia Criativa e Startup. Conheça mais sobre o InovadoresESPM aqui.

Comente aqui o que você achou do evento! ;)

E não esqueça: inscrições abertas para o próximo curso Redes Sociais e Inovação Digital, dias 7 a 11 de novembro. Mais detalhes e inscrições aqui.

O futuro da TV: participação, mobilidade, redes sociais e transmídia

Thursday, August 25th, 2011

As redes sociais estão mudando a TV, pelo menos mudando a forma como a assistimos. Recentemente a Nielsen publicou uma pesquisa (afirmando que 60% dos americanos vêem TV enquanto acessam a Internet. E não se trata de Broadband-TV ou aparelhos convergentes, as pessoas acessam a rede sentadas no sofá, através de seus laptops ou smartphones.  Enquanto assistem a um programa, elas comentam no Twitter sobre o assunto, buscam informações na Wikipédia, procuram páginas relacionadas no Facebook e ficam no chat com amigos.

Segundo a Nielsen, 76% dos adultos usuários da internet afirmam que navegam na web enquanto assistem à TV. Desse percentual, 54% garante que, durante esse tempo, posta mensagens no Twitter, Facebook e nas demais redes sociais, comentando a programação. Para o estudo, o Ibope Nielsen Online considera um universo de internautas de 73,9 milhões de brasileiros. Como parâmetro, a pesquisa mensurou as mensagens na web postadas durante a exibição de reality shows, de novelas e de partidas de futebol. O resultado mostrou que o comportamento na web reflete a postura da audiência na telinha: o número de comentários aumenta conforme a importância da programação exibida (nos últimos capítulos de novelas, em jogos decisivos ou de maior rivalidade e nos dias de eliminação e de provas classificatórias em realities show, por exemplo).

Abaixo, alguns dos rumos que a TV está tomando, com o impacto do uso ubíquo da Internet no hábito dos espectadores.

1. A segunda tela

A audiência deixa de ser exclusivamente passiva. Está mais interativa, mais social e mais multitarefa. Mesmo não sendo novidade, está redefinindo o pensamento dos principais players mundiais sobre o futuro da TV. Isso não sugere que a TV está ficando obsoleta, mas sim que surgem agora novas possibilidades de formatos de conteúdo.

Por isso, hoje, é preciso pensar além da grade televisiva, mas também na “segunda tela” (a da internet, seja qual for a interface: computador, iphone, etc).  Uma tela em que o consumidor pode interagir, saber mais informações socializar com seus amigos e, até mesmo, comprar a roupa de um determinado galã ou estrela da TV.

2. Conteúdo social

O hábito de assistir TV como forma de socialização (família reunida) vai se esvaindo a partir do momento que cada membro de uma casa assiste a programas diferentes, em aparelhos diferentes. Porém, com as mídias sociais, surge uma nova oportunidade da TV resgatar seu papel de socialização: as pessoas podem compartilhar, comentar, discutir sobre o que viram na TV ao vivo muito além dos limites físicos de uma casa. Ou seja, o Facebook e o Twiiter viram a nova sala de televisão onde todos se reuniam.

3. Mobilidade

Com a mobilidade, a socialização do ato de assistir TV pode acontecer em qualquer lugar. Smartphones e tablets já estão reinventando e hibridizando formatos: vídeos interativos, controle-remoto navegável, programas de TV integrados a um universo de conteúdos extras (fotos, vídeos, textos, interações), aplicativos de compras, geolocalização…

4. Branded Contet e Transmedia Storrytelling

O novo consumidor pensa e age diferente. Devemos pensar que as pessoas não estão simplesmente sentadas em frente as suas TVs esperando ser bombardeadas por comerciais. O prosumer tem o poder de ler, compartilhar, questionar, interagir com as mídias e marcas. Ele tem em suas mãos ferramentas onde pode se expressar de forma livre. As estratégias de branded content e transmedia storytelling são práticas que ajudam a construir essa ponte entre as marcas e a sociedade que não quer consumir apenas lazer, e sim conhecimento e informação.

  • Transmídia storytelling: contar uma história (“story”) por meio de diferentes mídias, tendo consciência de que cada uma exige uma narrativa específica e atinge públicos diferentes.
  • Branded Content: ou conteúdo da marca, aproxima pessoas por meio de conteúdo que informe, divirta e que envolva o consumidor em um desejo de participação voluntária.

Com essas práticas, as marcas se tornaram personagens dentro das histórias de seus consumidores e estão entrando no cotidiano das pessoas. Branded content e transmedia storytelling têm esse envolvimento direto com o consumidor e a geração de conteúdo pelas marcas como as grandes semelhanças.

Confira abaixo depoimentos de grandes líderes do marketing digital sobre o futuro da TV, retirados do blog de Ross Dawson, estudioso da área:

“Grande parte do futuro da televisão e, especialmente, seus modelos de receita, irão girar em torno de comunidades criadas derivadas do conteúdo televisivo e da participação dos próprios telespectadores.” (Ross Dawson)

Fontes: Trends in the Living Networks, Meio&Mensagem, Ponto Marketing e Nielsen

Por: Samanta Fluture com colaboração de Gil Giardelli e equipe InovadoresESPM

A arte de fazer check-in: tendências em social location

Tuesday, August 9th, 2011

Na era das mídias sociais, o ato essencial de compartilhar tudo a todo instante é, em parte, gerido por um desejo de definir nossa personalidade para os outros. As opções na web de criar e recriar nossas identidades online são inúmeras, e fazer check-in é uma delas.

Por que as pessoas fazem check-in?

As pessoas usam aplicativos baseados em geolocalização por 3 principais razões: serendipismo (se refere às descobertas afortunadas que fazemos por acaso), dinâmica do jogo, diário pessoal, para compartilhar experiências e participar de promoções.

A habilidade de observar amigos online em lugares próximos ao seu e encontrar pessoas ao acaso são, de acordo com Dennis Crowley, co-fundador do Foursquare, as principais características da plataforma. Já a dinâmica do jogo satisfaz o desejo das pessoas de jogar e competir. Mas, uma vez que você é mayor de um lugar, o que te faz continuar a fazer check-in ali? A competição é um motivador essencial.

A função de diário pessoal oferece um histórico de cada local visitado e comentado. Em uma viagem, por exemplo, o aplicativo baseado em geolocalização se torna uma excelente alternativa para guardar e relembrar dos lugares por onde passou, com quem esteve e o que achou de cada lugar.

Compartilhar suas experiências, assim como deixar “tips” de seus lugares preferidos, ajuda na conexão com novas pessoas e em descobertas ao acaso que podem ser úteis. Essa urgência por coisas novas, tanto pessoas quanto locais, é uma das razões por estarmos conectados no maior número de redes sociais possível.

E, por fim, a busca incansável por descontos, concursos e promoções é um motivador natural da participação do ser humano. A conveniência que o aplicativo baseado em geolocalização traz pode ser muito bem aproveitada pelas empresas, só tamando cuidado com a acessibilidade de seus “specials”, assim como a importância deles.

E se sua empresa não tem um local físico para fazer check-in?

As oportunidades de marketing para os locais do Foursquare são muitas, já que fazer check-in, como tratado acima, é mais que um hábito e as motivações podem ser bem trabalhadas em jogos, “specials” com descontos e promoções, entre outros. Mas e se sua empresa não possui local físico? Como o Foursquare pode ajudá-lo a comercializar seu negócio? Em um mundo de orçamentos limitados e locais de baixo tráfego, as empresas devem ser criativas em suas abordagens a partir daquilo que a rede oferece. Abaixo, a Mashable fez uma lista com algumas das opções que sua empresa deve considerar, tratadas também em um post anterior nosso:

1. Acumule seguidores, e não check-ins

Não perca muito tempo fazendo check-ins aleatórios pela cidade. Ser ativo pode ser importante, mas não espere que as pessoas prestem atenção na atividade de check-in de uma marca. Há mais valor em adquirir seguidores. Mas, como em qualquer outra rede social, seus seguidores devem ser estrategicamente selecionados.

2. Dê “tips” relevantes

Adicionar “tips” é a maneira mais rápida e fácil de uma marca que não possui localização física usar o Foursquare, visíveis  aos seus seguidores logo quando fizerem check-in em algum local perto de onde sua marca as deixou. As “tips” devem ser informativas, criar valor e serem alinhadas com sua marca.

3. Página personalizada

Estas páginas podem ser customizadas, trocando a imagem do cabeçalho e a caixa de descrição. Diferente dos perdis de usuários, a página de uma marca não faz check-in nem adquire “mayorships” ou “badges”, apenas deixa “tips” em outros locais.

4. Adicione sua própria localização mesmo não tendo uma

Só porque sua marca não possui uma localização tradicional não quer dizer que não possa adicionar outros locais que sejam alinhados com sua estratégia.

 5. Se torne Mayor

Tenha certeza que o local em que se tornou “mayor” esteja alinhado com a estratégia de sua marca e seja relevante para seu negócio. Tire vantagens deste título e desafie usuários com brindes e ofertas.

6. Eventos e badges

Poucas marcas possuem verba de marketing para ter sua “badge” personalizada como a Starbucks. Mas isso não significa que sua marca não possa tirar vantagem de “badges” que já existem. Faça parcerias com negócios que possuem localização e completem sua estratégia, e selecione uma “badge” que muitos usuários querem mas que seja difícil de conseguir. Um evento designado para que os participantes destravem “badges” deste tipo gerará publicidade para sua marca por hospedar ou proporcionar o evento, e a localização terá bastante tráfego. Além disso, promoções e publicidade podem resultar das várias pessoas que fizeram check-in e divulgarem no Facebook e no Twitter.

Cases

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Fontes: Mashable

Por Samanta Fluture, Gil Giardelli e equipe InovadoresESPM

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