shutterstock_277891442

Desemprego Tecnológico: O que robôs e Inteligência Artificial têm a ver com isso

desemprego tecnológico

Crise financeira. Demissões. Postos de trabalho fechando. Segundo último relatório da Organização Mundial do Trabalho (OIT), os países em desenvolvimento vão sofrer mais entre 2016 e 2017 com as baixas no mercado de trabalho. No Brasil, por exemplo, estima-se que mais de 700 mil pessoas fiquem desempregadas até o ano que vem.

Em outros grandes países, como a China, a situação não é diferente. Após divulgar relatório que mostra o pior desempenho em 25 anos, a nação asiática declarou que 800 mil indivíduos estarão desempregados nos próximos dois anos. Parece que estamos vivendo um momento de grande depressão da economia e vislumbra-se, com dificuldade, uma longínqua solução. Mas o cenário é realmente tão caótico assim?

Um dos grandes medos da humanidade, falando do futuro, é a substituição da mão de obra humana pelas máquinas – o que é algo bem real. De acordo com estudo feito por pesquisadores do McKinsey Global Institute, cerca de 45% das funções trabalhistas poderiam ser substituídas por mão de obra mecanizada, adaptando-se as tecnologias existentes hoje. Nos Estados Unidos, estas atividades representam quase US$ 2 trilhões em salários anuais, ou seja, uma enorme quantidade de capital que poderia ser aplicada no desenvolvimento de outras áreas.

Além disso, também há de se destacar que até mesmo ocupações que requerem habilidades específicas, seja na economia, física, gerenciamento financeiro, ou cargos executivos e CEOs, exercem funções que podem ser automatizadas. Outras pesquisas apontam que em até 30 anos, os robôs e a Inteligência Artificial (IA) elevarão o desemprego a 50%, e há um debate fervoroso entre intelectuais sugerindo que os governos passem a pautar a questão da robótica em suas campanhas e discutam valores éticos envolvidos na aplicação de robôs no mercado de trabalho.

É o amanhecer do desemprego tecnológico: trabalho até então exercido por humanos sendo, agora, produzido por mãos mecânicas. Uma outra revolução industrial?

Para quem quiser saber mais sobre desemprego tecnológico. Confira a matéria jornalística na qual o prof. Gil Giardelli participou para a TV Vanguarda. Qual será o emprego do futuro?

Mas, então para onde correr? O que devo fazer?

robots

Calma, calma. Cientistas ao redor do mundo já avisaram que o rápido crescimento da Inteligência Artificial e a robótica causará uma massa de desemprego indelével, afetando todos os setores de atividade, de motoristas de táxis a profissionais do sexo. “Está chegando o momento em que as máquinas serão capazes de desempenhar qualquer tarefa humana. A sociedade precisa confrontar a seguinte questão antes que ela esteja na nossa frente: se as máquinas serão capazes de realizar qualquer função que as pessoas fazem, o que os humanos farão?”, disse Moshe Vardi, professor de ciência da computação da Rice University, no Texas, ao Financial Times.

Enquanto algumas pessoas poderiam responder simplesmente que viveriam do lazer, a situação parece não levar exatamente para este lado. A Inteligência Artificial está ultrapassando as barreiras do âmbito acadêmico e marcando sensivelmente o mundo, e empresas como Facebook, Google, Microsoft e IBM estão investindo pesadamente em sistemas de IA.

Acredita-se que, nos próximos 25 anos, veículos automatizados cheguem ao mercado e invadam as ruas, avenidas e estradas, e que este acontecimento poderia reduzir em até 90% os acidentes causados por motoristas incautos – um dado relevante que merece ser levado em conta. Inclusive, há discussões entre especialistas que dizem que daqui a alguns anos será até proibido, por leis, que pessoas dirijam. Elas veem que não haverá mais carteira de motorista, pois este trabalho será destinado aos robôs. Dessa forma, indivíduos não mais guiariam carros – e até seria perigoso se o fizessem -, ocupando apenas a função de passageiros.

Para o The Guardian, Vardi comentou que a IA não será como a revolução industrial, cujas máquinas poderosas tomaram o trabalho humano. “Será mais uma competição entre a sagacidade humana e a inteligência e força mecânica”, declarou. Por tudo isso, há de se fazer uma ressalva. Robôs, IA e Internet das Coisas atuarão como “assistentes” de profissionais; eles não tomarão aquele tipo de trabalho criativo, que precisa sair da caixa e resolver problemas realmente complexos. Nestas funções, o trabalho humano é essencial.

A produção de conhecimento e aprimoramento de novas tecnologias farão surgir novas profissões, à medida que velhas atividades deixem de ser executadas por mulheres e homens. Assim, haverá sempre uma reposição, não pelo mesmo meio, mas por outro, de funções que garantam o bem-estar e a fonte de rendimentos para que as pessoas continuem a descobrir novas e curiosas coisas.

Se você quer ler mais a respeito, confira a matéria sobre desemprego tecnológico no blog Revolução, da Rádio Band News.