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Magic Leap: Misto de realidade virtual e mundo real

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Imagine um mundo de possibilidades, onde o virtual faça parte significativamente da realidade; Em que acessar o e-mail, redes sociais, participar de jogos seja feito de maneira imersiva. Parabéns, você já está nele!

Vemos atualmente diversas iniciativas de empresas de tecnologia de ponta, como o Google, e Facebook, atuando na frente de realidade virtual com seus óculos futurísticos. O FB, que comprou o Oculus VR por US$ 2 bilhões, produz juntamente com a Samsung a plataforma que roda o sistema. A sensação de usar um headset e imergir em um novo mundo é fantástica e as possibilidades são infinitas.

Mas por que ficar em outros lugares se podemos interagir com o nosso próprio ambiente? Este parece o lema da Magic Leap, startup que já acumula o valor de US$ 4,5 bilhões, produzindo tecnologia e realidade virtual. Ela ficou bem famosa após divulgar um vídeo no qual, na quadra da escola, centenas de estudantes veem, embasbacados uma baleia surgir do chão, espalhando água para todos os lados e depois submergindo do lugar de onde apareceu.

Veja o vídeo citado:

É certo de que se trata de uma simulação, mas é de espantar as possibilidade que essa tecnologia trará para o dia a dia. A diferença do sistema do Magic Leap para outros, como o próprio Oculus VR, é a mesclagem entre realidade e virtual. Enquanto os primeiros querem te transportar para um mundo virtual de diversão e jogos, ML quer trazer a brincadeira para o mundo em que você já está. E para que a fantasia de monstros e outros objetos surreais surja na mesa, ao lado de utensílios concretos, a startup inventou uma alternativa ao estereoscópio 3D – algo que não muda a forma como você normalmente vê as coisas. Basicamente, ela desenvolveu um projetor que leva luz aos seus olhos, raios esses que se curvam e se adaptam à luz que seus glóbulos oculares já estão recebendo do mundo real.

Não é à toa que o gigante Google tomou a frente e investiu US$ 542 milhões na startup em outubro do ano passado. A empresa já percebeu que não pode ficar para trás num momento em que concorrentes, como a Microsoft, desenvolvem o HoloLens, headset cuja similaridade ao do Magic Leap é bem grande, pois permite que os usuários interajam com hologramas.

O fundador e CEO Rony Abovitz admite que a tecnologia “não está longe” de chegar ao consumidor final e em seu dispositivos móveis. Anteriomente, ele já havia fundado a Mako Surgical, que produzia braços robóticos. Contudo, Abovitz a vendeu pela bagatela de US$ 1,7 bilhões em 2013. Ele contou, ao Technology Review, que a ML teve origem na sua antiga empresa de cirurgia robótica e na sua paixão pela música – ele toca guitarra e baixo num banda de pop-rock chamada Sparkydog & Friends. Abovitz possui diploma em engenharia mecânica e um mestrado em engenharia biomédica pela Universidade de Miami.

Para afiar a tecnologia, o desafio é criar sensores e um software que siga olhos e dedos a fim de que o usuário possa controlar e interagir com as criaturas virtuais. É por isso que nos últimos meses, meio bilhão de dólares de investimento chegaram à companhia e eles estão contratando pessoas loucamente. Será que em breve veremos essa revolução acontecer de fato?

Veja mais vídeos abaixo:

 

Fontes:

Magic LeapTechnology Review